sexta-feira, 22 de setembro de 2017

                         SERVIÇO EDUCATIVO 





O Serviço Educativo da Divisão de Cultura e Museologia da Câmara Municipal de Espinho propõe a consulta do boletim de atividades em vigor, que se encontra acessível em http://portal.cm-espinho.pt/fotos/editor2/Boletim/boletim_servico_educativo_2017.pdf

A inscrição para as atividades deve ser efetuada através do preenchimento do seguinte formulário https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScqPIf5X0RpXKYC0um0wLqTrqd6Xsm9TGKgQWSUdWOLpnmjSg/viewform

Informações: 

Telefone: 227326258
Facebook: Serviço Educativo / Divisão de Cultura e Museologia da C.M.Espinho
                                                

                       ATIVIDADES


VISITAS GUIADAS ÀS EXPOSIÇÕES PERMANENTES

Visita e acompanhamento às exposições permanentes: 
Fábrica Brandão, Gomes 
Arte Xávega
Bairro Piscatório

Local: Museu Municipal
Horário: Por marcação durante o período letivo
Público-alvo: alunos do 1.º, 2.º, 3.º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário





VISITAS GUIADAS ÀS EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS

Exposições de artes plásticas, fotografia e documentais

Local: Museu Municipal
Horário: Por marcação durante o período letivo
Público-alvo: alunos do 1.º, 2.º, 3.º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário




UM DIA NUM MUSEU PERTO DO MAR

Projeto dirigido a todas as escolas e grupos diversificados com atividades intimamente ligadas à história de Espinho, ao espólio do Museu, à praia e ao mar.

Local: Museu Municipal
Horário: Por marcação durante o período letivo
Público-alvo: Escolas e grupos 























GRÃOS DE AREIA - A HISTÓRIA DE ESPINHO EM TEATRO DE SOMBRAS

É na praia que tudo começa, e cada grão de areia conta uma história... a história de Espinho, a história das gentes que trazem o mar nas mãos fortes e salgadas, nos olhos líquidos e profundos, no sangue azul.

Concepção e execução: Teatro e Marionetas de Mandrágora.
Manipulação – Promoção Cultural/ Serviço Educativo

Local: Museu Municipal
Horário: Por marcação durante o período letivo
Público-alvo: Escolas e Grupos



























ExpressAR-TE!

Existem diferentes modos de se visitar e vivenciar uma exposição. Cada experiência é única e individual. Os diálogos que se podem estabelecer entre as obras artísticas e o observador/ fruidor também são múltiplos. Pode chegar a não existir diálogo. Através de diferentes modos de expressão pretende-se mediar possibilidades de comunicação em 59 minutos.

Local: Fórum De Arte e Cultura - FACE | Outros Espaços Culturais do Município
Horário: Por marcação durante o período letivo
Público-alvo: Escolas e Grupos







LATA A LATA | CONTOS NO MUSEU

Atividades de expressão plástica e narração oral, enquadradas no panorama da história local, precedidas de uma visita guiada às exposições permanentes do Museu Municipal. 

LATA A LATA (oficina de expressão plástica) A beleza das latas de conserva Brandão Gomes salta à vista de tão especiais que são. Vamos decorar uma lata com a tua marca pessoal. Reutilizar é essencial, mas a tua imaginação é crucial.

CONTOS NO MUSEU (narração oral) Todos os Museus contam histórias. O Museu Municipal de Espinho irá contar-te a história das gentes que trabalham e vivem do mar.

Local: Museu Municipal de Espinho
Horário: Segundas-feiras (exceto interrupções letivas) Duração | 45 minutos de visita guiada»pausa»90 minutos de atividade
Público-alvo: 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Básico (1 turma) Bilhete | 2.50€ 







A HISTÓRIA LOCAL VAI ÀS ESCOLAS 

Sessões pedagógicas que pretendem estimular crianças e jovens a descobrir e explorar a história local.

Local: Escolas do concelho de Espinho
Horário: Por marcação durante o período letivo
Público-alvo: alunos do 1.º, 2.º, 3.º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário





A HORA DOS MAIORES 

Atividade de convívio e partilha de leituras e saberes. O objetivo é proporcionar uma tarde diferente, acompanhada de boas histórias, conversas, jogos, música, cinema, promovendo a aproximação dos seniores ao Museu Municipal. 

Local: Museu Municipal de Espinho 
Horário: Primeira quinta-feira de cada mês | 15h00-16h30
Público-alvo: Seniores dirigida à população sénior do concelho




HORÁRIO E CONTACTOS  

TIME AND CONTACTS


MUSEU MUNICIPAL DE ESPINHO
MUNICIPAL MUSEUM OF ESPINHO 

MORADA
STREET/HOME ADDRESS

Rua 41 / Av. João de Deus

4501-901 ESPINHO


HORÁRIO TIMETABLE

Segunda a Sexta From Monday to Friday
10h00 - 17h00 10,00 am - 17,00 pm 
Encerra aos Domingo e Feriados Closed on Sunday and Holidays

Sábado Saturday
10.00h-13.30h 14.30h-18.00h 10,00 am-13,30 pm 14,30 pm-18,00 pm

Telefone / Phone: 227326258
E-mail: museuespinho1@gmail.com
            museumunicipalespinho@hotmail.com


Serviço Educativo e visitas guiadas para grupos por marcação.
Educational Services and guided tours for groups previously booked.

Visitas guiadas à Estação Arqueológica do Castro de Ovil 
Guided visits to the Castro de Ovil Archaeological Station

Marcações de visitas / Visit bookmarks:
Telefone/Phone: 227326258
E-mail: museuespinho1@gmail.com
Telem/mobile phone: 961909314


Preçario
Ticket

Bilhete normal / Normal ticket - 1,20 €
Visita Guiada/ Guided tour - 1,80 €
Visita Guiada mais Actividade Educativa - 2,40 €
Guided tour plus educational activity - 2,40
Aniversários no Museu (preço por criança) - 5,90 €
Birthdays at the museum (ticket per child) - 5,90 €

Entrada gratuita aos Sábados
Free admission on Saturdays

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

PAÇOS DO CONCELHO


   O projecto do edifício dos Paços do Concelho foi elaborado pelo arquitecto Alfredo Leal Duarte Machado, de Coimbra, e está datado de Junho de 1939. Em Outubro de 1940 o Governo concedeu à Câmara Municipal uma verba para a sua construção. Na sessão camarária de 19 de Março de 1941, foi deliberado adjudicar a empreitada a António Oliveira Gomes, do Porto. As obras tiveram início em Abril de 1941. Por portaria do Ministério das Obras Públicas, de 12 de Janeiro de 1944, foi determinada a entrega formal à Câmara Municipal do novo edifício, cujas linhas se enquadram na arquitectura designada de “Estado Novo”.
     Edifício de dois andares com fenestração ritmada em fiadas de janelas iguais, de duas folhas, com caixilhos de madeira. Destaca-se um corpo central, formando uma varanda assente sobre uma arcada de três arcos de volta perfeita, espaço onde se pode assistir aos actos oficiais que decorrem na praça Dr. José Salvador. Na varanda, as janelas são substituídas por portas por onde se acede ao interior. No topo, está colocado um escudo de Portugal. Um embasamento e uma cornija saliente percorrem todo o edifício
   No interior dos Paços do Concelho sobressaem os azulejos colocados nas paredes da escadaria e átrio superior, com motivos marítimos e agrícolas, da autoria de F. Maceda datados de 1943.
     O edifício da Câmara Municipal de Espinho destaca-se de entre alguns exemplares interessantes de arquitectura eclética espalhados pela freguesia, incluindo, de forma tímida, elementos de art nouveau a par de alguma arquitectura de vilegiatura marítima e religiosa, potenciando o roteiro do património cultural e turístico concelhio.

Armando Bouçon


















quarta-feira, 20 de setembro de 2017

ESPINHO - BRASÃO DE ARMAS


O Museu Municipal de Espinho é muitas vezes solicitado com pedidos de informação sobre a génese da constituição do selo, armas e bandeira da cidade de Espinho. Aqui fica o registo dessa explicação!

O estudo para a constituição do selo privativo, armas e bandeira da então Vila de Espinho, resultou de um parecer enviado por Afonso de Dornellas à Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, estudo esse que foi aprovado em sessão de 6 de Abril de 1932.

No seguimento do esboço sobre a origem de Espinho e seu desenvolvimento, ficou concluído que Espinho era uma terra que vivia do mar e para o mar, quer desenvolvendo a indústria da pesca que a acreditava por todo o mundo onde chegavam as suas conservas, quer recebendo alegremente os vilegiaturistas que no período do Estio habitavam a praia e desfrutavam do prazer do seu mar e de um clima fortemente iodado. Assim, estando no mar a razão da sua existência, ficou acordado que devia ser o mar a base para a constituição do selo: o mar é representado heraldicamente por faixas ondeadas de prata e de verde, devendo ser assim o campo das armas.

No que diz respeito à presença dos golfinhos no brasão, a similitude é feita com o leão: enquanto o leão é considerado o rei dos animais, o golfinho ou o delfim é o rei dos peixes. Os poetas, escritores, desenhadores e pintores têm aproveitado o golfinho para simbolizar os peixes e o mar, sendo também aproveitado como emblema da paz, porque só aparece ao cimo da água quando o mar está calmo; como a principal riqueza de Espinho era o peixe, os golfinhos representam simbolicamente essa riqueza.

As armas são representadas por vários elementos: campo ondeado pintado de prata e de verde, com dois golfinhos de ouro realçados de negro e passados e repassados em aspa, tendo as cabeças voltadas para baixo; coroa mural de quatro torres de prata, enquanto Espinho foi vila; coroa mural de cinco torres de prata, quando a vila foi elevada à categoria de cidade; bandeira esquartelada de amarelo e verde; listel branco com letras negras; cordões de borlas de ouro e verde; lança e haste de ouro.

As cores aconselhadas para a representação do mar, prata e verde, são aquelas que as regras da heráldica determinam. Para os golfinhos foi indicado o ouro e o negro, porque o ouro, representando a riqueza, significa fé, constância, fidelidade e poder; o negro, representando a terra, significa firmeza e honestidade. As bandeiras são das cores e dos metais das principais peças de armas. O metal principal é o ouro e a cor principal é o verde, portanto, a bandeira é amarela e verde, e os cordões e as borlas são exactamente dos mesmos esmaltes. Como na composição das armas entra o ouro, a lança e a haste são feitas do mesmo metal. O selo redondo com a representação das mesmas armas era circundado pelos dizeres “Vila de Espinho” e a partir de 16 de Junho de 1973 é circundado pelos dizeres “Cidade de Espinho”.


Armando Bouçon






terça-feira, 19 de setembro de 2017

IGREJA MATRIZ DE ESPINHO


     A sua construção foi iniciada em 6 de Junho de 1901. O padre Manuel Nunes de Campos, presidente da Junta, foi um dos grandes impulsionadores da obra. Em 1903 a paróquia foi entregue ao padre Joaquim Teixeira da Silva Amaral, que continuou a obra do seu antecessor.
     O primeiro projecto de construção foi reprovado pelo Governo Civil. Posteriormente foi lançado um concurso público, também anulado devido aos protestos de alguns concorrentes. Fazendo face a este impasse, o industrial Henrique Brandão (vogal da Junta), ofereceu uma planta/projecto elaborada pelo Arquitecto Adães Bermudes (1864-1948).  A empreitada foi entregue a Joaquim Oliveira Barbosa, de Ramalde. Foi benzida pelo Padre Amaral em 29 de Junho de 1916.
     A igreja compõe-se de larga nave, precedida de átrio que corresponde à torre, de transepto não saliente, capela-mor rectangular que é envolvida pelas sacristias. A nave divide-se em três ramos, com flancos em forma de arcos, repartidos em duas zonas, a de baixo em função de capelas e a de cima na de tribunas. O trabalho de marcenaria do altar-mor foi entregue a Alberto de Sousa Reis.
     Como escultura mais importante salienta-se o Cristo-crucificado, em tamanho quase natural, de madeira policromada, da autoria do Prof. Teixeira Lopes (1860-1943). Esta peça tem como fundo uma tela do Prof. Joaquim Lopes, representando o motivo tradicional das Almas do Purgatório. As imagens exteriores da torre, esculpidas em granito, representam a Fé e a Esperança e são de autoria de António Cardoso.
     Os pequenos vitrais das janelas foram executados em 1949 no Porto e resultam de um trabalho conjunto de Silvério Vaz e do arq. Inácio de Sá. Podemos considerar a estrutura arquitectónica da igreja Matriz de Espinho pertencente a um estilo neo-romântico, muito usual na época.

In GONÇALVES, A. Nogueira - Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro, Zona Norte. Edição da Academia Nacional de Belas-Artes, Lisboa, 1981.







segunda-feira, 18 de setembro de 2017

CASTRO DE OVIL
O projeto de investigação “O Castro de Ovil e o povoamento da região de Espinho da proto-história à romanização”, da responsabilidade de Jorge Salvador e António Manuel Silva, remonta a 1994 e enquadrou o minucioso trabalho de escavação daquela estação arqueológica, permitindo caracterizar um pequeno povoado da idade do ferro com origem no final do século IV ou no início do século III a.C.
Implantado numa colina de baixa altitude que se sucede à planície litoral, a estruturação defensiva deste Castro está assente num largo e profundo fosso sem amuralhamento pétreo, constituindo um caso bastante raro no âmbito da cultura castreja do noroeste peninsular.
O povoado desenvolve-se em núcleos habitacionais compostos por várias estruturas de pedra xistosa que definem casas de plantas circular, por vezes dotadas de vestíbulo ladeando simetricamente a entrada. O espólio exumado é constituído maioritariamente por pequenos fragmentos de cerâmica que por vezes permitem a reconstituição de panelas, púcaros, potes ou talhas, que espelham bem o trem de cozinha, serviço, transporte e armazenamento das populações dos finais da idade do ferro da região. Para além da olaria, ocorrem achados que testemunham a prática da fiação e tecelagem, a pesca ou a caça. O estudo das ânforas permitiu documentar o abandonado do povoado durante a intensificação do processo de romanização da região, ocorrido no início do século I depois de Cristo.
O local viria a ser referenciado durante os séculos X a XII e alvo de uma contenda pela sua posse entre o rei D. Dinis e o Mosteiro de Pedroso.
Em 1836, Francisco Pinto Henriques de Meneses, morgado de Paramos, fundou a Fábrica de Papel Castelo, que fazia o aproveitamento hidráulico da ribeira de Riomaior. Para além da fábrica são ainda visíveis os espande de secagem, uma casa rural e um moinho de rodízio.
Jorge Salvador